quinta-feira, 27 de março de 2014

Carreira.

Quando decidi trabalhar fora eu escutei muitas críticas e tive pouco apoio na época, mas a minha vontade era tanta que isso não me impediu de ir correr atras de meus sonhos.

Quando criança sonhava em ser modelo ou secretária (acho que era sonho de quase todas meninas da minha época rsrsr), como minha beleza quando criança não era das maiores (rsrsrs) tinha certeza que um dia seria uma secretária.
Quantas vezes ao ir dormir fiquei horas e horas sonhando e imaginando eu vestida elegantemente em uma roupa social, usando um lindo óculos e atendendo ao chefe e sendo a melhor secretária do mundo.

Quando o Brian nasceu eu ia naqueles consultório médicos lindíssimos levar ele nas consultas e via aquelas secretárias trabalhando eu pensava que queria um trabalho igual ao delas. Então um dia acordei e pensei 'vou procurar um emprego de secretária em um consultório médico'!
Sabem o que foi que eu ouvi de pessoas que deveriam me apoiar! "O máximo que você conseguirá será servir mesas em um restaurante, imagina, ninguém vai te dar emprego você não sabe fazer nada!

Ma isso não me desanimou, se eu precisasse com certeza serviria mesas, mas me esfossaria para ser a melhor em servir mesas daria o meu melhor, mas naquele momento o que eu queria para mim era outra coisa, não tinha a ver com ganhar dinheiro, tinha a ver com o meu sonho.

Então lá vou eu deixar curriculum em todas as clínicas possíveis, confesso que depois de sete meses ouvindo que eu não tinha experiência então não servia desanimei um pouco mas não desisti. Como eu sou muito insistente um dia estava no consultório esperando para ser atendida e resolvi perguntar pra menina da recepção se não conhecia alguém que estivesse precisando de secretária, ela logo me mandou trazer um curriculum pois a esposa do patrão dela estava precisando para trabalhar ali mesmo, ao lado.
Lógico que eu tinha um na bolsa e entreguei pra ela, como sempre fui antenada já perguntei para ela qual era o nome do patrão.

Gente, eu ligava para ele toda semana até que um dia ele cansou e me mandou ir lá, imagine meu nervoso, minha primeira entrevista e lá estava eu frente a frente com ele. Conversamos sobre tudo que dizia respeito a vaga e eu toda feliz, derrepente a frase que eu já estava cansada de ouvir "você é muito esperta pelo que vi, mas sem experiência não dá', não consigo nem descrever a tristeza que senti por dentro mas naquele momento falei algo pra ele que mudo tudo, "EU TRABALHO DE GRAÇA PARA VOCÊ POR TRÊS MESES PARA PODER APRENDER O SERVIÇO E PROVAR QUE SOU CAPAZ",  e foi essa frase que mudou minha vida profissional.

Sim, trabalhei três meses recebendo apenas transporte e cesta básica, no fim de cada mês ele me dava apenas um valor muito baixo que ele chamava de "incentivo".

Mas, depois que entrei na área da saúde descobri que havia uma empresa que todos sonhavam em trabalhar, as meninas que eram secretária sonhavam em um dia trabalhar lá, e eu logicamente comecei a sonhar com isso também. Sabe o que eu ouvi quando disse que um dia trabalharia lá! "A, mais ai você está querendo demais, já consegui muito trabalhando em clinica, lá é impossível", mas para o tamanho do meu sonho não era impossível.

Trabalhei durante nove anos na área da saúde, cada clinica e hospital que trabalhei eu dei o meu melhor, busquei aprender tudo que era possível, até auxiliar de médico em sala de exame eu fui, e eu sempre pensava que cada desafio era uma oportunidade de estar mais preparada quando minha hora chegasse de entrar na referida empresa.
Confesso que muitas vezes me desanimei, mas desistir JAMAIS.

Então no ano de 2012 eu decidi que eu ia entrar lá., e eu persisti, a moça do RH cansou de me atender no telefone pedindo uma oportunidade, mandei inúmeros emails até que um dia meu telefone tocou, mal podia respirar de tanta emoção quando ouvi ele dizer que queria me chamar para uma entrevista.

Na época o trabalho onde estava eu amava, fiz grandes amigas lá e só de pensar em deixa-las eu sofria, mas o sonho era maior, lembro que cada etapa foi uma ansiedade imensa, cada vez que o telefone tocava e me diziam que havia passado para a próxima faze era uma felicidade.

Graças à Deus minha hora chegou e consegui entrar, lembro-me de com lágrimas no rosto ir pedir minha demissão na outra empresa, graças à Deus fiz meu melhor lá e pude sair pela porta da frente.
Hoje sou grata a cada uma das clínicas que trabalhei, foi de um aprendizado incrível, em cada uma delas fiz amizades que guardo comigo até hoje, cada desafio foi uma maneira de me preparar para a benção que recebi hoje.

Não é ser puxa saco, mas eu posso dizer com todas as letras que AMO MEU TRABALHO, e sei que assim que voltar a trabalhar vai ser muito bom estar de volta, desafios com certeza virão mas o fato de saber que sinto prazer em fazer o que faço faz tudo valer a pena.

"NUNCA DESISTA DE UM SONHO, NUNCA DEIXE QUE AS PESSOAS TE DIMINUAM POIS O POTENCIAL ESTÁ DENTRO DE VOCÊ É SÓ DEIXAR ELE FLUIR E TUDO VOCÊ PODERÁ ALCANÇAR"

Parto normal ou cesárea = Bullying Virtual!!!!!

Tenho observado ao longo dos meses que hoje em dia não existe mais respeito à opinião e decisão dos outros.
Isso mesmo, muitas vezes sofremos Bullying por simplesmente escolher o que achamos ser melhor para nossas vidas.
Quando fiquei grávida do meu primeiro filho fiquei morrendo de medo da hora do parto e é lógico que sempre tinha alguma pessoa pra te colocar mais medo ainda, o medo era tanto que logo já fui dizendo a médica de cara que eu queria um parto cesariana, na época ninguém falou nada contra, acho quem não se falava tanto sobre parto normal igual vemos hoje, também a mídia virtual não era tão visível.

Na segunda gravidez eu tive outra cesárea e minha recuperação assim como na primeira foi perfeita, o parto dele foi de emergência assim como todos os meus partos, parece uma coisa, eu planejei tudo e o hospital onde queria ter meu bebê e tudo foi ao contrário do planejado, mas enfim eles nasceram e ficaram bem.

Mas, hoje depois de ter tido a Alice nessa era virtual em que vivemos eu pude observar que não é mais como antes, hoje você é julgado pela escolha que faz de ter um parto cesárea, muitas vezes vejo comentários agressivos de pessoas que são a favor apenas do parto natural.

Gente!!!!!! Lógico que todas sabemos de todos os benefícios que se tem de uma parto natural, mas não podemos nos esquecer que a decisão é de cada um e temos de respeitar, os jornais falam tanto de bullying na escola, no trabalho, na internet e com certeza quando vemos esse tipo de coisa nos revoltamos mas muitas vezes não percebemos que nós mesmos cometemos bullying sem perceber.

A gravidez é um momento muito feliz e especial para o casal e é muito triste não ser respeitada, é muito chato quando as pessoas ficam te infernizando a vida te criticando quando você diz que vai fazer cesária, sempre vem com aquele história 'comigo foi assim, comigo foi assado'.

Então da próxima vez que você ver sua amiga grávida e ela dizer que vai ter cesárea apenas diga que deseja a ela um bom parto e respeite a decisão dela e do esposo.



Ser tentante..


Qualquer mulher nessa vida um dia já foi ou será uma tentante.

Digo isso porque, assim que decidimos engravidar automaticamente já nos tornamos tentantes.

Quando decidimos ter o segundo filho eu senti na pele o que é ser uma tentante e garanto que não é fácil, são muitos medos, ansiedades, cinco minutos se tornam cinco horas, um ciclo de 28 dias parecem tem 28 meses, cada vez que está perto da menstruação chegar é tenso, cada sintoma de TPM é desanimador.

Eu queria tanto ter o segundo filho e aquele bendito do ovário policístico atrapalhando, era todo mês uma frustração, cada vez que a menstruação atrasava eu começava a sentir todos os sintomas de uma gravidez, ia ao médico fazer exame depois de vários testes negativos e lá estava o ultrasson sem nada de bebê e sempre era a mesma coisa.

Hoje eu entendo melhor o mundo de quem é tentante, depois que sofri um aborto no ano passado eu descobri um site na internet que falava sobre o assunto, por lá achei um grupo de meninas que igual eu tinham sofrido um aborto e conheci pessoas que estavam sentindo o mesmo que eu então pude dividir minha dor e ser compreendida (só quem já passou por isso sabe a dor terrível que é), e lá pude encontrar inúmeras meninas que tentavam engravidar, algumas à pouco tempo, outras à muitos, algumas já com filhos, outra sem nenhum.

Me serviu de um aprendizado enorme conhece-las, cada qual com sua luta e sua história, e é incrível o quanto algumas são amigas, muitas nunca se viram pessoalmente mas parecem se conhecerem a anos, e quando alguma fica grávida é uma festa incrível, quando alguma perde o bebê todas sofrem juntas. Cada ciclo é uma esperança que se renova, é o caminho para uma nova luta e a certeza que um dia a vitória virá.
Com tudo isso que aprendi algo muito válido que levarei em minha vida, muitas vezes somos indiscretos e eu aprendi a usar meu bom senso, mas porque digo isso!

As pessoas tem a mania de sempre cobrar umas as outras, se você chega a uma certa idade te dizem quando você irá namorar, algumas até brincam dizendo que vai ficar pra titia, ai você começa namorar e as pessoas já perguntam quando é o casório, ai você casa e mal chegou da lua de mel e as pessoas te perguntam quando vão ter um filho, ai seu filho nem nasceu e já dizem quando você vai ter o segundo 'porque quem tem um não tem nenhum'.

A sociedade é assim, mas devemos ter bom senso, aprendi que nem sempre quando um casal que está casado à muitos anos e não tem filhos e dizem não querer naquele momento é porque realmente não querem, muitas vezes eles estão tentando a anos e não conseguem e dói muito ouvir as pessoas cobrando algo que você quer tanto quanto elas mas não consegue por algum motivo, então antes de ficar com aquele perguntinha 'Nossa quando vão ter um filho, vocês já estão ficando velhos hein", pense que aquela pessoa pode estar sofrendo por dentro por não conseguir ter filhos.

Acho que um pouco de bom senso as vezes não faz mal a ninguém!!!


quarta-feira, 26 de março de 2014

Infertilidade e síndrome do ovário policístico.

As tentativas haviam começado à algum tempo mas nada da gravidez acontecer!

Quando decidimos ter o segundo filho eu imaginei que seria super rápido já que na primeira gravidez fiquei grávida no primeiro descuido.
Não foi bem assim que realmente aconteceu, foram vários meses de tentativas e sempre a mesma frustração, foi ai que descobri que era portadora da síndrome do ovário policístico.  Na época eu não tinha noção da infinidade de mulheres que são portadoras dessa síndrome que causa tanta infertilidade e tanta tristeza em casais que desejam engravidar.

Como em 2003 não era tão disponível o acesso a internet eu não sabia muito sobre o problema, sabia apenas que o único tratamento seria o uso do Anti Concepcional, foi isso que eu fiz, usei por sete meses e assim que acabou a última cartela a médica logo me deu um remédio indutor de ovulação e logo no primeiro mês de uso eu engravidei.
Hoje com acesso fácil á internet é mais simples descobrir os sintomas e se você é portadora da síndrome, lógico que os sintomas variam de uma pessoa para a outra mas sempre existem aquele que todas temos em comum como a ausência de menstruação, aumento da acne e pele oleosa, inchaço etc.

O que eu não imaginava é que existem tantas mulheres lutando a muitos anos para engravidar sem sucesso devido a essa síndrome, hoje conheço o universo das amigas 'TENTANTES' e o maior índice de infertilidade é causada pela SOP e é triste e frustante passar meses de tentativas sem nenhum sucesso.
Conheço meninas que descobriram á pouco tempo, outras já fazem anos e nada de conseguir, lógico que vários fatores contribuiem para o aumento da dificuldade e um dele que todas as tentantes tem que lutar diariamente é a ansiedade.

Recentemente a globo passou uma matéria no fantástico que fala sobre a síndrome e eu acho que vale a pena você que está ai sofrendo com ela dar uma olhadinha lá.

http://g1.globo.com/fantastico/quadros/mulher-saude-intima/noticia/2013/12/drauzio-varella-explica-sindrome-dos-ovarios-policisticos-e-mioma.html



terça-feira, 25 de março de 2014

Meu querido irmãozinho

Lembro-me que quando disse ao Brian que ele teria um irmão ele logo de cara disse que seria um menino. E eu assim como ele sempre acredite que seria mesmo, o pai e a tia logo de cara acharam que seria uma menina, mas eu senti que era menino e lógico que instinto de mãe nunca falha e era um menino mesmo.

Quando o Victor Hugo chegou foi uma fase maravilhosa e ao mesmo tempo difícil para mim, infelizmente eu tive a tão temida depressão pó-parto (falarei dela em outro post), também o começo de adaptação do Brian com o novo bebê não foi fácil, como toda criança ele sentia muito ciúmes e é lógico que deu muito trabalho.

Procuramos da melhor maneira possível ajuda-lo a passar por essa transição e ele conseguiu, foi lindo ver os dois crescerem juntos, acompanhar as brincadeiras, as descobertas, as brigas rsrsrs.
Eles se tornaram grandes amigos e desde logo cedo já se via a admiração do mais novo pelos mais velho, acreditam que a primeira palavra do Victor foi 'BA' !

Mesmo com todas as dificuldades e contratempos que passamos desde a gravidez do Victor até seu primeiro ano de vida foi maravilhosos ter outro filho. Lembro de pouco antes dele nascer eu e meu marido ansiosos e apreensivos nos perguntávamos um ao outro como seria, será que sentiríamos a mesma emoção do nascimento do primeiro filho, será que seriamos capaz de dividir o amor por igual, acho que isso é algo que passa pela cabeça de muito pais de segunda viagem.

Enfim, foi maravilhoso e lembro de conversar logo após o parto com o meu marido e dizermos um ao outro que sem dúvida alguma a emoção era a mesma, foi como se fosse nosso primeiro filho novamente.
O que eu fiz naquele momento de alegria!
Agradeci à Deus, isso mesmo, simplesmente agradeci à Deus por me dar a oportunidade de viver aquele momento novamente.

E hoje eles são mais que irmãos, são companheiros e grandes amigos, logicamente que como qualquer criança eles tem seus momentos de se estranharem e um brigar com o outro, também são quatro anos de diferença e hoje cada um está em uma fase muito diferente um do outro, mas mesmo assim são grandes amigos e sei que serão pra toda a vida.



Planejando e segundo filho.

Foi maravilhoso passar os primeiros anos da vida do meu primeiro filho me dedicando somente á ele, foi divertido, foi desafiador. Mas chegou um certo momento em que vimos que não podia ser mais apenas ele, e pensamos isso não só por nós que queríamos ter outro filho mas também por ele que todos os dias nos pedia um irmão.

Costumo lembrar á ele hoje quando briga com o irmão que foi ele mesmo quem pediu ele à Deus e logo a briga passa.

Bom, achei que seria fácil engravidar já que o primeiro foi tão fácil, mas foi engano meu, se passaram alguns meses de tentativas e nada de acontecer, lembro-me do meu marido dizer que o problema era comigo já que ele já tinha feito um filho, e realmente ele tinha razão, depois de inúmeros exames hormonais e de ultrasson foi constatado que eu tinha a bendita da síndrome do ovário micropolicísticos (SOP).
Estava explicado o porque de ficar tantos meses sem menstruar, inchaço, espinhas e dores horríveis nos cantos da barriga. Então fui fazer o tratamento e foram longos sete meses com AC e esperar, quando acabou o ciclo de tratamento com o AC a médica me passou um remédio que era indutor de ovulação e logo no primeiro mês que tomei fiquei grávida.

Um momento muito emocionante foi contar ao Brian que ele teria um irmão, lembro que ele saiu correndo pelo quintal gritando todo feliz que iria ter um irmão, foi lindo, chorei de emoção.



Relato do primeiro parto

Dizem que mãe tem sexto sentido, se é isso não sei mas naquele dia eu sabia que tinha algo errado!

Os movimentos dele já não eram como de costume, naquela manhã lembro-me como se fosse hoje que acordei com uma sensação de que estava molhada, mas isso para mim não era novidade já que isso já vinha acontecendo a algum tempo.

Uma semana antes eu havia ficado internada, lembro-me de ter sido internada no domingo de páscoa na época, seguindo de uma acalorada discussão do meu marido com a minha médica que tudo que eu dizia sentir ou passar ela respondia que era psicológico pois era muito nova e mãe de primeira viagem (depois do parto a primeira coisa que fiz foi mudar de médica).

Naquele dia com muitas contrações fui ao hospital  e ela me internou como costumava fazer sempre, era uma semana em casa e outra no hospital e assim se seguiu por várias vezes desde a 30º semana.
Na época fazia uso de um medicamento caríssimo para inibir as contrações, e também tentava fazer o máximo de repouso, mas naquele dia meu marido acabou discutindo com ela, já que essa situação já durava algum tempo e nada de fazer qualquer exame de ultrasson para verificar a situação do bebê em minha barriga.

Então depois da discussão meu marido exigiu à ela que solicitasse um ultrasson para verificar o bebê e ela logo concordou em me deixar internada até terça e me ver no seu consultório na quarta e fazer o tal ultrasson. Naquela época eu não fazia ideia do que poderia estar acontecendo pois não sabia nada sobre gravidez e muito menos sobre exames que se deve fazer grávida, sabia apenas que sempre estava saindo um tipo de líquido de mim e sentia um dor horrível vinda das costa e que endurecia a barriga e minha mãe dizia se tratar de contrações.

E foi na manhã de quarta feira que a luzinha vermelha de preocupação ascendeu. Acordei me sentindo estranha de um jeito que não sabia descrever, o bebê já não mexia como antes e minha cabeça as vezes ficava meio zonza. Logo após o almoço minha mãe chegou em minha casa para me acompanhar na consulta ao médico, já que meu marido já não me deixava sair sozinha com medo de passar mal, e lá fomos nos duas de ônibus para Campinas.

Chegando na consulta a médica mediu a pressão e logo de cara viu que algo estava errado, a minha pressão estava alta, depois foi fazer o ultrasson, no decorrer do exame observei sua feição do rosto mudar, ela mal falava comigo e com minha mãe e lógico que minha mãe mais experiente logo percebeu que algo estava errado.

A médica saiu da sala e voltou me falando para ir até a Maternidade de Campinas, que era lá perto, e que lá iria fazer um exame mais detalhado com um médico que já estava me esperando e sabendo do meu caso, ela apenas me disse que havia algo alterado e mais nada.

Fomos andando até lá o que deu +/- uns 15 minutos, chegando lá assustei pois o médico logo me chamou pois estava me esperando e a cara dele não era das melhores. Na sala de exame ele sério não falava nada, minha mãe ao meu lado apreensiva assistia, de repente rompe-se o silêncio e ele de um jeito ríspido me fala:

-Você não está vendo que está perdendo líquido menina!

Eu logo respondo:

-Sim doutor, já falei pra minha médica e ela sempre diz que é coisa da minha cabeça pois sou mãe de primeira viagem.

O médico diz:

-Espere um pouco, vou ligar pra sua médica e dizer pra ela o que é psicológico!

Ele ligou na minha frente e foi muito grosso com ela, simplesmente disse ao telefone para ela e na minha frente que meu bebê estava sem líquido e se ele não nascesse lógo iria morrer em minha barriga, simples assim!

A minha pressão que já estava alterada logo subiu mais.

Resumindo, minha pressão chegou a 18, minha médica não quis fazer meu parto naquele mesmo dia e marcou para o dia seguinte mesmo eu estando com muita dor.
No fim a dor começou a piorar muito por volta das 21:00 e quando foi 00:30 ficou tão forte que já não aguentava ai o médico de plantão me examinou e ligou pra minha médica enquanto já me encaminhava para o centro cirúrgico.

Meu filho nasceu às 01:15 do dia 20/04/2001 e minha médica teve que acordar de madrugada para ir até lá fazer meu parto, o que eu achei é bom para ela depois de tudo que passei, e graças à Deus ele nasceu super bem e saudável as 37 semanas e 5 dias.

 O momento que nunca vou esquecer foi quando ouvi seu primeiro choro, foi algo maravilhoso, foi emocionante.